VÍDEO DA SEMANA

sábado, 6 de setembro de 2014

DA TELA PARA O CADERNO

O projeto Da Tela para o Caderno desenvolvido em minhas aulas tem uma perspectiva de leitura focada no método Paulo Freire.
Partimos sempre de um tema transversal intrínseco a realidade da comunidade ou de um tema universal que, sendo universal, é local. O ponto de partida é diferente porque utilizamos inicialmente o filme, preferencialmente o longa-metragem.

No primeiro e segundo bimestres, foram exibidos os filmes “A Estrada”, “Um Olhar do Paraíso” e “Confiar”. Os temas abordados foram: relações familiares e violência.
Partindo do pressuposto de que os alunos estão alfabetizados, não há esse objetivo no Projeto, embora aconteça o processo de reflexão e ação que pode levar a conscientização. Isso faz parte da “alfabetização”.
As questões da reflexão e uso da língua acontecem também fora do convencional. É a produção textual do aluno que indica o que deve ser refeito em sua produção, sem nomenclaturas gramatiqueiras e desnecessárias.
Há uma resistência a esse tipo de atividade. O próprio aluno, acostumado aos estudos normativos com sua nomenclatura alienígena, desconfia de que as aulas não são de Língua Portuguesa.  Os conteúdos programáticos são “exigidos” dentro de um padrão burocrático distante da realidade.
É verdade que não se pode desenvolver uma atividade desse tipo sem leituras, sem ser leitor, sem ser ator de suas ações. Não se pode submeter nem ser submetido. Não se trata de ser executor de projeto, mas construtor, elaborador, ator mesmo, fazendo reflexão daquilo que importa no tempo presente.